Dia do Livro | 19 clássicos indispensáveis para amantes da literatura

Dia do Livro | 19 clássicos indispensáveis para amantes da literatura

Desde Homero a Clarice Lispector
#Variados Publicado por el_asesino, em

Já dizia o filósofo Cícero: "Uma casa sem livros é como um corpo sem alma".

Pensando na importância da literatura nas nossas vidas e aproveitando que hoje, 23 de abril, é o Dia Mundial do Livro, foi composta esta lista, abrangendo alguns dos melhores livros de todos os tempos. Agora prepare um café e aproveite a leitura.

Os itens estão dispostos em ordem cronológica.

1. Odisseia

Ano publicação: século 8 a.C.

Autor: Homero

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Odisseia talvez seja o maior clássico da literatura ocidental. Trata-se de um poema épico escrito na Grécia Antiga supostamente por Homero, que transcreveu os versos da tradição oral. Ainda perdura a dúvida se Homero de fato existiu (pseudônimos em obras eram bastante comuns na Antiguidade). A data da escrita não é certa, acredita-se que o manuscrito tenha sido produzido entre 8 a.C. e 9 a.C.

A tragédia conta a história do protagonista Ulisses, rei de Ítaca, e das suas aventuras bélicas. O livro também descreve o retorno do herói para casa, onde Penélope (sua esposa) e o Telêmaco (o filho), o esperam.

2. A divina comédia

Ano de publicação:1321

Autor: Dante Alighieri

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A Divina Comédia é dos livros mais representativos do Renascimento e deixou de ser um clássico italiano para alcançar o título de clássico da literatura universal. A obra, originalmente escrita em florentino, foi gradativamente sendo traduzida para as mais diversas línguas.

Assim como a Odisseia, o clássico de Dante é um poema. São cerca de 100 cantos totalizando 140 versos. Ao longo da narração conhecemos Dante, o narrador e protagonista da história, que conta a sua passagem pelo paraíso, pelo purgatório e pelo inferno.

3. Decamerão

Ano de publicação: 1353

Autor: Giovanni Boccaccio

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Os contos do escritor italiano Giovanni Boccaccio exaltam o amor carnal. Assim como Dante, Boccaccio é um escritor clássico do Renascimento italiano. A história se passa na Toscana, em meados do século XIV, quando a população sofria com a disseminação da peste negra. Com medo de serem contaminados, dez jovens se mudam para a montanha e, para passarem o tempo, resolvem contar histórias.

4. Romeu e Julieta

Ano de publicação:1595

Autor: Shakespeare

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Os amantes mais famosos da história da literatura foram criados pelo inglês William Shakespeare (que muitos debatem se ele é apenas um pseudônimo). O cenário da tragédia Romeu e Julieta, dividida em cinco atos, é Verona, na Itália. O conflito entre a família Capuleto e a família Montecchio faz com que os apaixonados Julieta e Romeu sofram com a impossibilidade da concretização do amor.

5. Os Lusíadas

Ano de publicação: 1572

Autor: Camões

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O poema épico Os Lusíadas, escrito pelo português Luís Vaz de Camões, exalta a força e a coragem do povo lusitano. São dez cantos que contam a história da viagem do navegador Vasco da Gama rumo as Índias.

6. Dom Quixote de la Mancha

Ano de publicação: 1605

Autor: Miguel de Cervantes

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O clássico espanhol escrito por Miguel de Cervantes é considerado uma obra de ficção em prosa e está dividido em dois volumes. Há quem diga que o livro é uma sátira aos romances de cavalaria e há quem diga que é a maior homenagem que poderia ser feita ao gênero. A verdade incontornável é que as aventuras de Dom Quixote e Sancho Pança fazem parte do imaginário da cultura ocidental.

7. Orgulho e preconceito

Ano de publicação: 1813

Autora: Jane Austen

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O romance Orgulho e Preconceito, escrito pela britânica Jane Austen, se passa no princípio do século XIX. O cenário escolhido é Longbourn, interior da Inglaterra, e a história contada é a de Elizabeth Bennet e de sua família.

Através da protagonista ficamos conhecendo diversas questões relacionadas à vida social, cultural, financeira e educacional da sociedade aristocrática inglesa. O livro fez história por subverter elementos tão presentes em romances da época.

8. Moby Dick

Ano de publicação: 1851

Autor: Herman Melville

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Você pode até não ter lido o clássico de Herman Melville, mas aposto que assim que leu o título Moby Dick pela primeira vez se deparou com a imagem de uma imensa baleia.

Quem conta essa história composta pelo estadunidense é Ismael, um jovem marinheiro que deseja caçar baleias e tem uma fixação especial por Moby Dick, a baleia branca que lhe arrancou a perna no passado.

9. Crime e castigo

Ano de publicação: 1866

Autor: Dostoiévski

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O romance do russo Fiódor Dostoiévski conta a história de Ródion Ramanovich Raskolnikov, um antigo estudante residente em Pitsburgo. Pobre e sem perspectivas de futuro, o personagem comete um crime terrível: assassina uma pessoa. Crime e castigo pode ser considerado um ensaio filosófico e ético sobre as consequências das ações humanas.

10. Dom Casmurro

Ano de publicação: 1899

Autor: Machado de Assis

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Afinal, Capitu traiu ou não traiu Bentinho? Essa talvez seja a maior pergunta que paira até os dias de hoje na literatura brasileira. O clássico Dom Casmurro, escrito pelo célebre Machado de Assis em 1899, narra a história de um triângulo amoroso composto pelo casal Capitu e Bentinho e pelo melhor amigo do marido, Escobar. Narrado em primeira pessoa por Bentinho, o romance é uma obra prima porque é capaz de deixar em aberto todas as dúvidas que permeiam a história.

11. A metamorfose

Ano de publicação: 1912

Autor: Franz Kafka

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Já pensou acordar num dia normal e descobrir que se transformou em um enorme inseto? Esse é o enredo escolhido pelo autor austro-húngaro Franz Kafka para compor o seu clássico. O livroA metamorfose, escrito em alemão, conta a história do caixeiro viajante Gregor, que um belo dia acorda metamorfoseado em um animal monstruoso, mudando toda a estrutura dos que conviviam com ele.

12. Em busca do tempo perdido

Ano de publicação: 1913

Autor: Marcel Proust

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O escritor francês Marcel Proust escreveu uma única história em sua vida, a enorme À la recherche du temps perdu. O enredo começou a ser criado em 1909 e alcançou sete volumes (três deles foram apenas publicados postumamente). O protagonista, Marcel, é nomeado apenas duas vezes ao longo das milhares de páginas e é através do seu olhar que ficamos conhecendo o seu percurso para tornar-se escritor. Ao invocar o passado para tentar capturá-lo, Proust promove uma distinção entre a memória voluntária e involuntária.

13. O estrangeiro

Ano de publicação: 1942

Autor: Albert Camus

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O escritor francês Albert Camus escolhe como protagonista o Sr. Meursault, uma pessoa com um cotidiano normal, funcionário de um escritório, que tem a sua vida revirada por conta de um assassinato que comete por mero impulso. Logo após receber a notícia da morte da mãe, que reage com indiferença absoluta, interessa-se por Marie, uma colega de trabalho. Um belo dia, enquanto passeia pela praia, tem uma reação completamente inesperada e mata um árabe sem qualquer motivo.

14. O Pequeno Príncipe

Ano de publicação: 1943

Autor: Antoine de Saint-Exupéry

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O livro Le petit prince, originalmente voltado para o público infantil, tem como protagonista aquele que conta a história. Chateado porque ninguém compreende as suas ilustrações, o rapaz estava a bordo de um avião que caiu sobre o deserto do Saara. Eis que o personagem central finalmente encontra consolo em um pequeno príncipe que conhece acidentalmente. A obra, ilustrada pelo próprio escritor, é das mais vendidas do mundo.

15. Lolita

Ano de publicação: 1955

Autor: Vladmir Nabokov

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A obra prima do escritor moderno russo Vladimir Nabokov tem como protagonista e narrador Humbert Humbert, um professor de meia idade. O professor conhece Dolores, uma menina de 12 anos e um metro e quarenta e sete, porque aluga um quarto na casa de Charlotte Hazze, a mãe da garota. O nome Lolita é o apelido dado a Dolores por Humbert após se sentir seduzido por ela. Juntos, os dois tem um caso amoroso.

16. Ensaio sobre a cegueira

Ano de publicação: 1955

Autor: José Saramago

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O romance do vencedor do prêmio Nobel, José Saramago, transcendeu os muros da literatura portuguesa para alcançar um status de obra clássica da literatura mundial. A história gira em torno de um surto de cegueira branca que se espalha entre os moradores de uma cidade. Nessa circunstância extrema, com a sociedade a beira de um colapso, assistimos o melhor e o pior florescer no ser humano.

17. O jogo da Amarelinha

Ano de publicação: 1963

Autor: Cortázar

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Julio Cortázar é o único representante argentino presente nessa lista de grandes clássicos. O seu lugar ao sol está garantido pela invenção que fez a partir da sua material prima: a linguagem. O livro O jogo da Amarelinha representou uma verdadeira revolução em termos literários porque deu a possibilidade do leitor escolher a sua forma de ler o texto.

A obra, que é considerada surrealista, permite que o leitor realize uma espécie de jogo, encarando múltiplos desdobramentos possíveis.

18. Cem anos de solidão

Ano de publicação: 1967

Autor: García Márquez

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Engrossando a lista dos latino americanos prodigiosos está o colombiano Gabriel García Márquez, vencedor do prêmio Nobel de Literatura. A sua obra clássica é um trabalho exemplar da literatura moderna e conta a história de Macondo, uma cidade imaginária criada por José Arcadio Buendia. A narração acompanha as várias gerações da família Buendia que vão se sucedendo.

19. A hora da estrela

Ano de publicação: 1977

Autora: Clarice Lispector

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Rodrigo S.M. é o narrador da obra prima escrita pela autora brasileira Clarice Lispector. A hora da estrela conta a história de Macabéa, uma jovem órfã, imigrante nordestina, massacrada pelo cotidiano na cidade grande. A alagoana de 19 anos, que vive na cidade do Rio de Janeiro, parece não ter nada de especial, mas somos aos poucos absorvidos e seduzidos pela jovem desengonçada.

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"As pessoas costumam amar a verdade quando esta as ilumina, porém tendem a odiá-la quando as confronta." – Santo Agostinho

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